terça-feira, 13 de novembro de 2012

"Cartas para Julieta"

                                  

                  Trabalho de Produção Textual

Este trabalho foi realizado pelos alunos da 8ª série, após estudar a estrutura da carta. Os alunos assistiram o filme "Cartas para Julieta" e depois elaboraram suas próprias cartas.
                                                                                        Prof.Jacira Medina

             " Cartas para Julieta"



                                                      Pelotas, 24 de outubro de 2012

                                                     Querida Julieta

 
             Através desta carta quero contar uma história de amor. Ele era um garoto em busca dos sonhos, que acreditava no amor. Ela apenas era aquela que gostava de ser “mais uma” na lista de muitos.
Ele se apaixonou por ela de uma forma impossível de explicar, ela se apaixonou por ela sem querer, ele demonstrava o quanto a amava todos os dias, e ela só escondia os sentimentos e verdades. De repente, sem entender nada, tudo aconteceu tão rápido que nenhum dos dois puderam impedir, em uma relação maluca, com brigas constantes, mentiras, lágrimas caídas, pedidos de desculpas, tudo que ele queria era ela para ter ao seu lado, e ela queria estar ao lado dele, mas sempre algo acontecia, ela o abandonava, por brigas motivos tolos ciúmes, levava tudo que tinha no apartamento, deixando apenas um vazio nele um buraco em seu coração, deixando aquela saudade, aquele aperto no peito, aquela vontade de estar perto , de ir atrás e reconstruir tudo de novo.
             Eles eram como dois adolescentes apaixonados, achavam que logo tudo ia passar e que iriam ficar a vida toda juntos. Eram tão tolos que achavam que o para sempre existia. Então em outra briga, ele cansou de correr atrás, se envolveu com outros amores, e ela deixou de acreditar no para sempre, ela ainda o amava com todas suas forças, e ele não queria a amar mais, ela o queria por perto para cuidar dela, mas ele só queria distância para esquecê-lo..
               Mas dessa vez era diferente, ela o queria mais que tudo não queria perdê-lo. Ela saiu e bebeu bastante, disse coisas que não que não devia, destruiu tudo que eles tinham construindo juntos. O tempo passou, eles tentaram continuar, mas as mágoas eram muitas. Não tinha mais forças para lutar, ele se apaixonou por outras, e ela voltou a ser “mais uma”, ela pensava nele, e ele fingia não pensar nela a, ela ouvia musicar tristes para lembrar dele, e ele ouvia musica pesadas para não pensar nela, ela chorava por ele, ele sentia raiva dela.
                 Ela ainda o ama, espera-o dia certo para ficar com ele, e ele a ama e espera a hora certa para voltar. Mas ela sabe que quando ela mais precisa ele vai estar lá.


                                         Atenciosamente Mariana Nachtigall




Pelotas, 24 de Outubro De 2012


Querida Julieta


        Após sofrer em silêncio por exatamente seis anos, hoje escrevo esta carta para poder dividir minhas aflições com você. Eu sofro muito por amar uma mulher comprometida, esta mulher mora ao lado de minha casa, ela é casada e tem um filho. Meu amor por ela surgiu no colégio, onde fomos namorados, mas depois de namorar com minha amada Ana Júlia por 15 meses, algumas brigas acabaram com o nosso relacionamento, mas até hoje meu amor nunca, sequer, diminuiu, até hoje morro de amores por ela.
        Querida Julieta, o que faço?

Atenciosamente Dionatan Garcia



PS: Muito obrigado por estar lendo esta humilde carta.



                                                        Pelotas, 25 de outubro de 2012

Querida Julieta

        Ele foi embora. Ele não vai voltar. Partiu sem motivos, sem rastros, sem mim. Me deixou aqui sem entender o “porquê” dos fatos. Sem uma resposta pra todas as perguntas entaladas na garganta, sem uma carta de despedidas. Ele fugiu quando o nosso castelo desmoronou, e eu precisava dele pra segurar a minha mão.
                    E eu não sinto raiva. Não sinto nada além de um grande vazio. E uma nostalgia que me toma conta quando lembro daquele perfume impregnado na minha roupa ou do seu cabelo bagunçado entre meus dedos. Sinto saudade. Muita saudade. Às vezes, dá vontade de voltar no tempo e reviver tudo, com cada erro e acerto. Não esqueço dos nossos planos. Toda noite me pergunto como teria sido de tu não tivesse partido. E se? Tento entender as razões para não ter dado certo. Ficaram tantas coisas pelo caminho. Tanta coisa não dita. Não feita. Mal resolvida.
        Mas me diz, Julieta, por quê? Porque ele não foi forte o suficiente para ficar aqui? Ou será que foi forte demais a ponto de conseguir partir?
        E eu continuo aqui, deitada do lado que te pertencia na cama com sua foto espremida contra o peito. Esperando a qualquer momento ele abrir a porta, e voltar. Mas suas roupas já não estão no armário, sua escova de dentes não está na pia e suas chaves não estão na fruteira. Só o que restou foi um mero bilhete escrito 'Me desculpe'.
        E agora Julieta, o que faço? Se a única maneira de encontrá-lo é em meus sonhos.. Eu sei, eu sei, ele seguiu em frente. E eu, boba, continuo parada no mesmo lugar. Mas é assim mesmo, né? Essa coisa de amor, às vezes, não dá certo, machuca. Esse tal de amor Julieta, não é pra mim.


                                                                                                                  Amanda Rosa